Pescaria de traíra


10 dicas para a pesca da traíra

Truques para você ter muito sucesso e emoção na pescaria dessa espécie
Por: Pesca & Companhia
Publicado em: 12/2009
Cara de peixe pré-histórico, dentes afiados e cor escura. Essa é a traíra, conhecida por sua voracidade e uma violência fora do normal nas brigas com pescadores. Todas essas características fazem com que o animal seja um dos mais populares entre o mundo dos fãs da pesca esportiva.
As traíras são encontradas em todas as regiões do território nacional, habitando diversos tipos de mananciais. O que torna a sua pesca ainda mais interessante é o comportamento do animal, que é territorialista e gosta de ficar em áreas sombreadas.
Pensando na comodidade dos leitores, a Pesca & Companhia apresenta algumas dicas para você tentar fisgar esses exemplares. Boas pescarias!
Confira algumas dicas do Site da Pesca & Companhia para você fisgar muitas dentuças:
1- Nos lagos de hidrelétricas não dispense os locais onde a água tem velocidade, pois as traíras adoram ficar neles. Desembocadura de córregos e ribeirões são pontos estratégicos.
2 – Para as iscas soft (minhocas, salamandras etc) costumo usar um empate de aço flexível de 10 lb e aproximadamente 12 cm de comprimento para a linha não arrebente. É possível capturá-las sem arame também, mas há o risco de arrebentar linha. Usar anzóis maiores, como 4/0 e 5/0, facilita na hora de ferrar as traíras de grande porte.
3 – Nos spinnerbaits e buzzbaits, além de usar os grubs como trailers, procure utilizar os que dêem contraste com a cor da saia da isca. Amarre com linha de multifilamento e cole o local onde a linha é presa para tornar a isca um pouco mais resistente.
4- Quando o anzol ficar bem preso na boca do peixe use o alicate de contenção e outro de bico para extraí-lo. No momento da retirada do anzol jamais tire a atenção dos dentes, ficando atento com as reações deste peixe. Por incrível que pareça um pequeno desvio de olhar ou um pequeno aliviar de pressão nos dedos quando estiver segurando-o é o bastante para que este peixe se contorça, podendo causar sérios acidentes com os anzóis ou as garatéias.
5- Utilize as costas do seu remo para cortas suas iscas.
6- Evite ficar descalço na embarcação. Uma traíra aparentemente calma poderá surpreendê-lo com doloridas mordidas
7- Fatias de peixe ou toras de tuviras devem ser fixadas de maneira que a ponta do anzol fique livre para uma melhor fisgada.
8- Altere a velocidade de recolhimento de sua artificial. Em dias mais frios ou muito quentes, as traíras são mais lentas. Enquanto em dias nublados com uma temperatura agradável elas atacam mais rápido. Já nos dias em que a traíra somente acompanha a isca use uma minhoca no sistema weightless (sem peso). A mudança é fatal, principalmente as com cores cítricas.
9- Os anzóis e split rings (argolas) dos plugs devem ser reforçados, caso contrário, quando pegar um grande exemplar, ele poderá abrir ou literalmente virar um oito.
10 – Caso pretenda levar algum peixe para comer, evite pescar em baías sem ligações com águas correntes ou aquelas com água parada e quente. A probabilidade de existirem vermes na carne é quase certa. Se o barco não tiver viveiro, cubra seus pescados com alguns ramos do próprio aguapé, com raiz e tudo. A umidade das raízes irá conservar o peixe fresco e suas folhas o protegerão dos raios solares.

Bóia turbinada


Muitas vezes pode acontecer do snap da bóia abrir e você perdê-la. Saiba como evitar esse problema

Por: Durval Nascimento

Foto/Ilustração: Alex Koike
Publicado em: 12/2010

Muitos modelos de bóia de arremesso usados em pesqueiros vêm equipados com um grande snap à primeira garatéia do plug. Esse snap, por ligar apenas a bóia a um grande girador, costuma ser feito de arame fino.

Porém, em algumas situações, dada a violência dos saltos e o impacto do peixe na água, fazem com que o snap se abra e você perca sua bóia.

Para evitar esse tipo de problema, substituo o snap por uma argola. Dependendo do modelo, é preciso usar estilete para o cortar o excesso de material e facilitar a fixação da argola.

Confira no detalhe da foto ao lado o split ring colocado no lugar do snap.

Dupla troca

Como não perder tempo na hora da troca das garatéias

Por: Maicon Bianchi
Foto/Ilustração: Aquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 12/2010

Quando vou atrás de tucunarés, dourados e outras espécies de grande explosão e arrancadas fortes com iscas artificiais troco as garatéias dessas iscas por outras mais resistentes (4x forte).

Isso acontece porque algumas iscas vendidas no mercado, principalmente as importadas, possuem garatéias fracas que não aguentam muita tração.

Para não perder tempo nesse momento uso um alicate especial (com uma saliência no bico que facilita a abertura da argola da isca) e após abrir, encaixo imediatamente a garatéia reforçada na argola e começo a girar no sentido da garatéia original. Assim, enquanto à garatéia original sai, a garatéia reforçada fica em seu lugar dentro da argola.

Chocalho mais estridente

Aprenda a melhorar os rattlings de uma maneira bastante simples

Por: Fábio Zurlini
Foto/Ilustração: Arquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 12/2010

Quando não estou pescando os bass é bem provável que eu esteja brincando com as dentuças as traíras. Neste caso, dou preferência por fisgá-las com iscas de superfície, para ver toda voracidade da espécie.

Com o passar do tempo pude verificar que as iscas que produziam mais barulho tinham um maior índice de captura. Foi então que comecei a melhorar os rattlings.

Inicialmente coloquei bolinhas de metal. Porém, em alguns casos, acabava desequilibrando a isca. Depois passei a testar vários materiais.
Hoje utilizo bolinhas de vidro importadas, que são muito leves e maior ruído por causa da dureza do material. Para fazer esse serviço uso com ferramentas um pequeno pulsão aquecido para fazer o furo.

Não uso uma broca de furadeira porque ela poderá trincar sua isca. Coloque o número de bolinhas que quiser. Para fechar passo cola envolta do furo e encaixo uma bolinha. Após secar, passo uma espátula quente por cima e raspo com uma lixa fina só no local.

Chumbada no lugar certo

Um bom macete para evitar problemas com a ponteira da sua vara

Por: Juninho
Foto/Ilustração: Arquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 12/2010

É comum ver barcos de piapareiros navegando com as varas de rodadinha montadas com os chumbos bem na ponteira. Isso coloca em risco a vara, que pode quebrar a qualquer momento.

Para estas ocasiões, uma forma que achei é passar o líder por trás da carretilha, travando o anzol em uma perna do passador. Com isto o chumbo ficará em lugar seguro, sem o risco de bater no corpo da vara.

Beijinho salvando a pescaria

Doce bastante apreciado nas festas pode ser uma ótima opção de isca para pesqueiros
Por: Aline Patrícia

Foto/Ilustração: Pepe Mélega

Publicado em: 12/2010

O que muita gente sabe é que este é um dos doces mais apreciados em festas. Mas poucos sabem do seu sucesso entre os pescadores que freqüentam pesqueiros. Teve mesmo pescador ganhando até torneio no Estado de São Paulo com essa isca à base de leite em pó e leite condensado.

O segredo, além da mistura, está em saber em qual altura o peixe está se alimentando e também qual a profundidade do lago. Assim, caso o peixe não esteja se alimentando na superfície, pode ser feito um chicote maior, até chegar ao ponto em que o peixe esteja.

A isca pode ser arremessada com bóia torpedo ou cevadeira, fica a critério do pescador. Se o beijinho não estiver muito firme no anzol, pode se passar um elástico (elastricot) em volta, assim ficará mais firme.

O doce pode ser feito no dia da pescaria ou um dias antes, conservado na geladeira, para que ele fique mais consistente. Se, na hora de usar, ele estiver com uma consistência mais dura, quebrando na hora de iscar, basta molhar com água do pesqueiro que ele volta ao normal.

Faça as bolinhas de acordo com o anzol que for usar. O ideal é que encaixe bem.

Receita:
– 400g de leite em pó
-1 lata de leite condensado

Misture aos poucos, até formar uma massa consistente que dê para fazer bolinhas.