Corvina

Corvina (Micropogonias furnieri)

Habitat: Podem ser encontradas em toda a faixa litorânea brasileira. Vivem em locais com fundo arenoso, normalmente em cardumes não muito numerosos.
Técnicas de pesca: Caso se queira pescar corvinas de praia, deve-se utilizar varas com comprimento variando entre 2,10m e 4,20m, molinete ou carretilha com capacidade de armazenamento de 150m de linha de 0,25mm a 0,30mm de diâmetro, com um chicote de 0,40mm para dois anzóis do tamanho 2/0 a 3/0, chumbadas tipo pirâmide cujo peso deve variar com a distância do arremesso e correnteza da maré. Para a pesca de praia, os melhores locais são os alagamares e canais de praia, sendo as melhores iscas os camarões, sardinhas, manjubas e corruptos, preferencialmente vivos.
Para se pescar embarcado, deve-se utilizar equipamento de ação média, composto por uma vara para linhas de 8 a 17Lbs, molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 100m de linha de 0,30mm de diâmetro e anzóis de tamanho 1/0 a 4/0. A chumbada deve correr na linha. Em regiões litorâneas deve-se utilizar as mesmas iscas da pesca de praia.
Dica: Na pesca embarcada, o silêncio é fundamental. Na pesca de praia, deve-se arremessar no canal, que é facilmente localizado pela arrebentação das ondas. O início da arrebentação marca o final do canal.
Melhores épocas: Meses de outubro, novembro e dezembro.

Dica: Costuma freqüentar certas regiões conhecidas dos pescadores. Como são peixes “gulosos”, colocar bastante isca no anzol pode atrair as corvinas com mais facilidade. Opte pelas iscas de camarão e sardinha, que devem ser oferecidas com “generosidade”. Prefira a pesca embarcada ou de praia, sempre com o chumbo encostado no fundo. Na pesca de arremesso da praia, amarre bem a isca. As praias fundas, com águas escuras e um pouco frias são as ideais. A maior incidência de corvinas nas beiras de praia é durante o inverno.
Dica: Para pesca de Corvina com lula, a mesma tem que ser fresca cortada em tira anzol 12,14 ou 16, pernada de 50 a 60 cm, um bom arremesso e boa sorte.
Dica: É encontrada em toda faixa litorânea brasileira, vivem em locais com fundo arenoso, normalmente em cardumes não muito numerosos. Gosta de comer no fundo e o chicote deve ficar mais ou menos 20cm do chumbo. As iscas para pegar corvina grande, camarão de água doce vivo, manjuba ou piaba de preferência vivos e filé de sardinha.
Dica: A Corvina costuma freqüentar certas regiões conhecidas dos pescadores. Como são peixes “gulosos”, colocar bastante isca no anzol pode atrair as corvinas com mais facilidade. Opte pelas iscas de camarão e sardinha, que devem ser oferecidas com “generosidade”. Os maiores indivíduos costumam serem pescados à noite em poços profundos. Como muitas vezes o cardume está no fundo, a fisgada tem que ser firme para o peixe não escapar. Prefira a pesca embarcada ou de praia, sempre com o chumbo encostado no fundo. Na pesca de arremesso da praia, amarre bem a isca. As praias fundas, com águas escuras e um pouco frias são as ideais. A maior incidência de corvinas nas beiras de praia é durante o inverno. É importante verificar as luas e marés do dia de pescaria. Em locais com muita correnteza, ou em dias de luas cheia e nova em baías e estuários, as corvinas comem melhor nos repontos das marés. Já nas luas minguante e crescente, com pouca influência de marés, há maiores chances de se pescar mais ao longo do dia. Marés muito paradas não são boas para esta espécie.

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Linguado

Linguado (Paralichthys patagonicus)
Características: Os linguados são peixes diferentes por não apresentarem a simetria bilateral, regra neste grupo de animais. Outro detalhe bastante curioso é a posição dos olhos em um só lado da cabeça. Algumas espécies de linguado atingem de 60 a 80 cm e outras chegam a um metro, pesando mais de 10 kg. São conhecidos, de acordo com a espécie, por lixa, rodovalho, solha e tapa. São peixes que em estado adulto vivem no fundo, por isso a parte que olha para cima é mais colorida (tem a função de mimetismo) e a que está virada para o fundo do mar é descorada. A sua cor é castanho-escura na parte superior e branca na inferior, porém varia muito em função do mimetismo que o peixe é capaz para se proteger dos predadores. A sua pesca é feita ao fundo, preferencialmente com vermes (minhoca, ganso ou casulo), embora não recuse outras iscas. Normalmente dá apenas um toque quando engole o isco, ficando quieto depois de fisgado. Apenas quando o pescador recolhe a linha sente o seu peso, pois oferece toda a superfície do seu corpo como resistência à deslocação.
Localização: Ocorrem em todo o litoral brasileiro. Na areia, cascalho, lajes pequenas e mesmo em fundos irregulares de pedras, normalmente em locais remansosos e rasos. Quando a maré está baixa são encontrados com mais facilidade em locais rasos, com até meio metro de água. Quando as águas estão altas os encontramos mais no fundo, na areia junto às pedras e lajes. Vivem em águas tropicais ou temperadas – muito poucas espécies são encontradas nas águas frias.
Tamanho mínimo para captura: 30 cm.
Dica: Montagem para Linguados
Montagem para apanhar linguados.
Usa-se uma madre com 2 metros, duas chumbadas, 3 anzóis.
Chumbada furada 30gr – anzol 1 – anzol 2 – anzol3 – chumbada 60gr.
Os estralhos dos anzois devem ficar a cerca de 60 cm uns dos outros com um comprimento de aproximadamente 40 cm.
As duas chumbadas servem para que os anzóis estejam junto da areia.
Usam-se normalmente anelídeos, casulo, minhoca da lama, coreano.
Alguns pescadores afirmam que obtêm melhores resultados utilizando pequenos tubos vermelhos junto aos anzóis.
Dica: Se você quiser pergar linguados bem grandes, lá vai à dica: é só pegar um carapicú miúdo e enfiar o anzol pela guelra dele e espetar o anzol no final do rabo “mais faça de tudo para não machucar a guelra mantendo o peixe vivo, é irresistível para o linguado.
Depois meu camarada, é só lançar o mais longe que puder e esperar os pranchões puxar.
Dica: Os linguados não dispensam uma boa isca de camarão vivo na pesca embarcada. Em costões, vale a tentativa de pescá-los com camarões artificiais, shads e jigs de penas trabalhados junto ao fundo. Na praia, use grandes filés de sardinhas.
Fonte: http://www.revistapesca.com.br/

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Marimbá

Marimbá   (Diplodus Argenteus)
Habitat: O marimbá é uma espécie costeira de águas rasas que vive junto ao fundo coralino, rochoso e/ou arenoso. Muito procurado pelos pescadores de costão, o marimbá também é muito apreciado pelos que pescam embarcados em cima de lajes e formações rochosas. Ocorre em todo o litoral Brasileiro e pode ser pego durante todo o ano.
Características: Corpo alto, ovalado e achatado. Corpo branco-prateado com o dorso mais escuro e uma evidente mancha negra próxima a cauda. Podem atingir até 40 cm de comprimento e pesar 1,5 Kg. Tem uma boca miúda e dotada de dentes fortes que o auxiliam no trabalho de desprender mariscos das pedras. Quando adultos, são encontrados ainda em praias mais rasas e com incidência de algas, mariscos e tatuís, sua alimentação predileta. Além destes alimentos, os marimbás comem camarões e pequenos peixes.
Dicas: Por ter boca miúda, aconselhamos o anzol número 10 para os exemplares de médio para grande porte. De costão, aconselhamos o sistema de um único anzol com chumbo oliva solto na linha. As iscas mais eficientes são tatuís, mariscos, camarões e filés de sardinha. Colocar bem a isca no anzol é fundamental devido ao tamanho pequeno de sua boca.

Xaréu

Xaréu  (Caranx hippos)
Habitat: Podem ser encontrados em todo o litoral brasileiro. Freqüentam locais com fundo duro, de pedra ou areia, próximos a ilhas e costões, onde procuram por pequenos peixes para se alimentar. Grandes exemplares são encontrados em mar aberto, sendo que os pequenos podem ser capturados dentro de baías. Presente em todo Oceano Atlântico esse peixe apresenta bastante resistência a variações de salinidade, podendo ser encontrado em água salgada, salobra e em rios costeiros. No período da migração aproxima-se facilmente do litoral nadando a pequenas profundidades, e em cardumes, quando são pescados facilmente.
Características: O formato do corpo é fortemente comprimido e alongado. A região do focinho é alta e mais retilínea, dando a impressão de ser uma grande testa. A boca terminal tem tamanho moderado, dotada de pequenos dentes em forma de finos caninos espaçados. Tem uma marcada linha de escudos na região mediana dos flancos, desde a metade do comprimento até a poderosa nadadeira caudal, com formato de forquilha, indicando ser um excelente nadador. Uma característica que distingue essa espécie das demais é a presença de uma pequena mancha preta na parte posterior dos opérculos, na altura dos olhos, além de outra mancha preta bem desenvolvida na base das nadadeiras peitorais, de base larga e extremidades bem afiladas. De coloração cinza-azulada no dorso, flancos amarelados e ventre branco-amarelado. Podendo alcançar 1 m de comprimento e a pesar 25 kg, essa espécie é um grande troféu a qualquer pescador amador. Peixe muito famoso por brigas memoráveis.
Dicas: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada, composto por uma vara para linhas de 10 a 25lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar 100m de linha e anzóis com tamanho variando entre 2/0 e 6/0. O uso de chumbada poderá ocorrer dependendo da correnteza. Estes peixes costumam ficar à meia água, a aproximadamente 1,0 a 1,5m do fundo. A melhor época do ano são os meses quentes do verão, mas poderá ser pescado durante todo o ano, desde que a água esteja limpa. Grandes exemplares podem ser capturados, por isso mantenha sempre a embreagem de seu equipamento bem regulada. Grandes poppers são atrativos, especialmente quando se pesca sobre parceis e nos costões. As iscas metálicas e os jigs de penas e pêlos também rendem ótimos resultados.

Olho de boi

Olho de Boi (Seriola dumerili)
Habitat: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina), porém a sua maior incidência se dá no Nordeste. Freqüentam regiões pedregosas, um pouco afastadas da costa, onde se alimentam de pequenos peixes.
Características: Peixe de escamas, corpo alongado, robusto e um pouco comprimido. A coloração é prateada, azul esverdeado escuro, clareando nos flancos e no ventre. A principal característica é uma faixa escura que se estende da maxila superior, passando pelo olho e alcançando a base da nadadeira dorsal. O olho-de-boi alcança até 2,0m de comprimento e 80kg. Normalmente andam em cardumes pequenos de exemplares de mesmo porte. A carne é bastante apreciada para o preparo de sushi.
Técnicas de pesca: Deve-se utilizar equipamento de ação média/pesada composto por varas para linhas de 12 a 30Lbs, carretilhas ou molinetes com capacidade para armazenar 100m de linha com 0,40mm de diâmetro e anzóis tamanho 5/0 a 10/0. Podem-se utilizar tanto iscas artificiais de meia água e superfície, quanto a iscas naturais de sardinhas e outros pequenos peixes. Procede-se arremessando junto à parceis e ilhas, locais freqüentados pelos pequenos peixes procurados pelo Olho-de-boi.
Dica: Ao capturar um exemplar, execute novos arremessos no mesmo local, já que este peixe costuma andar em cardumes.

Melhor época: Durante todo o ano, porém nos meses de inverno, a incidência é maior.

Bonito

Bonito (Sarda sarda)
Habitat: Todo o litoral brasileiro. Pode ser pescado durante todo o ano.
Técnicas de pesca: Equipamento de ação média, linhas de 0,35 a 0,45 libras e anzóis de nº 1/0 a 5/0. As iscas podem ser artificiais (de superfície ou meia água) ou naturais (peixes, vivos ou mortos).
Características: Peixe de escamas. Espécie oceânica, de superfície e migratória. Forma grandes cardumes em alto-mar. Durante o verão, época de desova, pequenos cardumes se aproximam da costa. Alimenta-se de peixes, lulas e crustáceos. Peixe de grande voracidade que ataca vários tipos de iscas. Pode atingir um comprimento de 90 centímetros para um peso de cerca de 10 a 12 quilos. Corpo fusiforme com dentes pequenos e cônicos, e cauda bifurcada.

Pargo

Pargo  (Pagrus pagrus )   
Habitat: Os pargos juvenis encontram-se normalmente em zonas pouco profundas e abrigadas, migrando depois para zonas mais profundas ao longo da vida. Na sua fase adulta, o pargo habita, sobretudo, profundidades entre os 50 e os 150 metros de profundidade, mas podem ser encontrados peixes desta espécie até aos 250 metros de profundidade.
Características: É um peixe muito procurado pelo sabor de sua carne, que chega a ser exportada. Sua pele possui uma coloração rósea e é encontrado em locais de águas rasas até 200 metros de profundidade. Andam em cardumes o que facilita sua pesca por meio de anzóis médios. Os maiores exemplares podem chegar a oito quilos. Estes só são encontrados longe da costa em águas mais profundas. Os menores são facilmente encontrados nas ilhas costeiras. Podem ser pescados com iscas de sardinhas, camarões e lulas.
Técnicas de pesca: Para a pesca de pargos, normalmente, precisa-se de barco. Para locais rasos e próximos da costa, não se precisa de um caniço muito pesado. Um modelo curto e médio, munido de carretilha ou molinete com linhas de espessura até 0,35 mm são mais do que suficientes. Um chicote com até 5 anzóis, iscados com lulas, camarões ou sardinhas já provam sua eficiência. A pesca não chega a ser das mais emocionantes em função do tipo de esforço que estes peixes oferecem.
Dica: Quando parte-se para uma pesca em locais profundos de até 100 metros ou mais de profundidade, em busca de parceis ou fundos de cascalho, é possível pegar espécimes maiores. As iscas de preferência, devem ser filés de sardinhas ou lulas.
Melhor época: A época mais adequada para a pesca desta espécie é o inverno. Estando presente em toda a costa brasileira.